domingo, 24 de fevereiro de 2013

Raimundo Cutrim e Alberto Franco falam sobre grilagem de terras



Após o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) denunciar o deputado estadual Raimundo Cutrim e o secretário de Assuntos Estratégicos do Estado Carlos Alberto Franco de fazerem parte de uma quadrilha de grilagem de terras, em Paço do Lumiar, MA, os dois falaram do JMTV sobre as acusações.


Dona de casa Cinézia Melo, uma senhora de 70 anos que se diz vitima do esquema, conta que a terra pertencia à sua família desde 1912. Ela declarou ter vendido uma pequena área de 16 hectares para o deputado Raimundo Cutrim e o acusa de ter se apossado aos poucos do restante.


Ao saber da declaração da senhora, o secretário Alberto Franco se defende. "Essa pessoa é vítima? Pra mim, ela é integrante da quadrilha”, dispara. Já Raimundo Cutrim alega ter tomado conhecido da falsidade da escritura do terreno somente no ano passado.“Uma pessoa que me vendeu e deu a escritura. Agora se era falsa, eu só fui tomar conhecimento em 2012”, se defende.


Para conseguir a escritura, Cutrim diz ter comprado a área de um homem chamado Antonio Claudino da Silva, que teria assinado, em 2000, uma procuração para vender o imóvel. As inestigações, porém, descobriram que existe um atestado de óbito demonstrando que Antonio Claudino, o vendedor, teria falecido em 1997. Ele alega que também foi enganado e, pela primeira vez, admitiu que os documentos da terra que comprou eram falsos.


Já o secretário Alberto Franco nega que tenha ajudado a fraudar os documentos e acusa dona Cinézia de montar um plano para pegar as terras de volta porque se arrependeu de ter vendido, já que as terras teriam sido vendidas por R$ 28 mil e, hoje, valem R$ 6 milhões.


O caso está no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). A aceitação da denúncia da Procuradora Geral de Justiça do Maranhão (PGJ-MA), Regina Rocha, ainda está em fase de apreciação. O deputado e o secretário foram indiciados pela polícia e denunciados pelo Ministério Público como integrantes de uma quadrilha de grilagem de terras. As investigações apontam a participação deles na falsificação de documentos com o intuito de tomar posse de áreas sem a autorização dos donos.


De acordo com o inquérito policial, as testemunhas afrimaram terem sido expulsas das terras visadas pela quadrilha. Relatos contam que pessoas armadas e policiais, sob as ordens de Raimundo Cutrim e de um delegado de polícia chamado Sebastião Justino, eram responsáveis por expulsar os ocupantes.


A regularização das terras, que seriam ilegais, de acordo com a polícia, seria feita no cartório do 1º Ofício de São José de Ribamar, MA, com a participação de Alberto Franco, na época, interventor do cartório. Outras oito pessoas acabaram denunciadas também por formação de quadrilha e falsificação de documentos.


O delegado citado no processo, Sebastião Justino, disse que não iria gravar entrevista porque estava viajando, mas afirmou que vai provar sua inocência na Justiça.

Fonte: Blog Marcial Lima

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