domingo, 14 de abril de 2013

Líder do movimento dos sem terra é presa pela Polícia Civil no Sertão da Paraíba. Confira!


Cicera Soares Timóteo (Foto: Cofemac)
A líder do movimento dos sem terra na Paraíba, Cícera Soares Timóteo, foi presa pelo Grupo Tático Especial (GTE) da polícia civil na tarde desta segunda-feira (08), na cidade de Bonito de Santa Fé, no Sertão da Paraíba. Contra ela existia um mandado de prisão pelo crime de roubo (Art. 157), expedido pela 1ª Vara da Comarca de Sousa.

Havia sido interrogada no mês passado, na Delegacia de Polícia Civil de Sousa a respeito do inquérito policial que apura denúncias de invasão e vandalismo nas Várzeas de Sousa. Em depoimento prestado ao delegado Vicente Honório Filho, ela havia dito que desconhecem os atos de vandalismo, mas informou que se aconteceram, partiram de pessoas que se infiltraram no movimento. “Protestamos contra o uso de agrotóxicos no perímetro”. Disse.

A polícia disse que Cícera vinha exercendo o cargo de diretora em uma escola pública em Bonito de Santa Fé onde foi presa e encaminhada até a delegacia regional da cidade de Cajazeiras e apresentada ao delegado de plantão para serem adotadas as medidas legais ao caso. Depois ela foi encaminhada para o presídio feminino daquela cidade.

A polícia afirmou que Cícera atualmente trabalhava como diretora em uma escola pública em Bonito de Santa Fé. A mulher foi encaminhada até a delegacia regional da cidade de Cajazeiras e apresentada ao delegado de plantão para serem adotadas as medidas legais ao caso. Em seguida, ela foi encaminhada para o presídio feminino daquela cidade. 

Entenda o caso
Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (08), cerca de 150 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) da cidade de Sousa, invadiram as dependências do Grupo Santana, localizado nas Várzeas de Sousa e fizeram um verdadeiro ato de vandalismo.

O grupo Santana que é a empresa responsável pelos produtos agrícolas produzidos nas Várzeas, sofreu um grande prejuízo, pois os invasores primeiramente renderam o guarda e depois começaram a algazarra.
  Vários sacos de cimentos foram rasgados, atearam fogo em alguns objetos, bagunçaram aparelhos, enfim, os invasores fizeram uma verdadeira bagunça.

De acordo com o MST, eles reivindicam que o Grupo Santana pare de colocar agrotóxicos nas plantações, pois são muitos fortes e estão prejudicando a saúde e a qualidade de vida dos integrantes do movimento.

 
 
 
Após a destruição da empresa, os integrantes seguiram para a BR 230, onde a interditaram com pneus e muito fogo, impedindo a passagem de veículos.

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