quinta-feira, 27 de junho de 2013

Polícia não tem pistas do assassino da garota morta na Vila Jota Lima

Elinaldo dos Santos é apontado como suspeito pela morte de Gabrielle
Até a noite de ontem (26), a Polícia Civil não tinha pistas do autor do assassinato da garota Gabrielle Silva Coelho, de 10 anos, encontrada morta na tarde de terça-feira (25), no interior de sua residência, na Rua 15, nº 125, na Vila Jota Lima, no município de São José de Ribamar. 
O corpo da criança foi localizado por volta das 14h30 pelo tio da vítima, de nome Paulo Soares da Silva, que achou a garota na sala da casa, entre os dois sofás, com um profundo corte no pescoço e a língua tirada um pedaço.
Segundo a polícia, a criança estava sozinha em casa no momento do crime. Seus pais tinham saído, pela manhã, para trabalhar e deixado-a com mais dois irmãos, mas que tinham ido para a escola.
De acordo com informações obtidas pelo moradores da Jota Lima contaram à polícia que o autor do crime poderia ser Elinaldo dos Santos, conhecido como “Zenaide”, responsável por vários estupros naquela comunidade e bairros vizinhos, que foi capturado em 2008 e 2009 pelo crime de estupro, tendo entre suas vítimas uma jovem grávida de dois meses. “Zenaide” estava preso e fugiu no último dia 5, da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) do Olho d’Água, em São Luís, após cerrar as celas da quadra do banho de sol e pular o muro que dá acesso aos fundos da unidade.
O delegado Jeffrey Furtado, titular da Delegacia de Homicídios, contou que o homem acusado pela comunidade não teria sido visto, naquela tarde, no bairro; no entanto a polícia está investigando a possível participação dele no crime. “Em geral, quem comente esse tipo de crime é uma pessoa bem próxima à vítima. Não podemos dizer quem foi o autor, ainda, por não termos provas. Estamos investigando e colhendo indícios para conseguimos descobrir o responsável por essa barbaridade, mas não descartamos nenhuma hipótese”, disse.
Entenda o caso – Jeffrey Furtado compareceu ao local do crime, acompanhado do delegado Guilherme Sousa Filho, e informou que a mãe de Gabrielle, identificada como Josilene Soares da Silva, saiu pela manhã com o marido para o trabalho e deixou a garota na companhia de mais dois irmãos, um de 12 e outro de 8 anos. Os dois meninos foram para a escola e a vítima, que está de férias, ficou só em casa assistindo televisão.
O delegado informou que a residência não apresentava sinais de arrombamento e a garota estava vestida, mas foi solicitado exame para verificar se ela sofreu violência sexual antes de ser morta. Jeffrey Furtado contou que perto do corpo foi encontrada uma toalha suja de sangue, como se o autor do crime a tivesse usado para se limpar; também foram localizadas marcas de sangue na cortina da porta que dá acesso ao quarto e pegadas de sangue na sala.
Em depoimento, o tio da menina Paulo Soares da Silva disse ter ido à casa da garota para beber água e encontrou a porta da sala aberta, chamou pela menina e a encontrou em uma poça de sangue, entre os dois sofás. Depois, ele disse ter chamado os vizinhos que acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a criança já estava morta.
Peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim) informaram que o corte no pescoço da garota foi tão grande que, por muito pouco, não a decapitou. O objeto usado para golpear a menina não foi localizado.
O crime é investigado pelo 19º Distrito Policial, do Jardim Tropical, com o apoio da Delegacia de Homicídios. A polícia iniciou as coletas de depoimentos de familiares.
Qualquer informação que leve à elucidação do crime vitimou a menina Gabrielle Silva Coelho pode ser passada ao Disque-Denúncia (3223-5800). A ligação é anônima e o serviço funciona 24 horas.
Fonte: JP (Por Valquíria Ferreira)

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