quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deputados repercutem rebelião em Pedrinhas e aumento da violência

A rebelião de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e o aumento da violência e da criminalidade no Estado foram os principais temas abordados na tribuna, durante a sessão desta quinta-feira (10).

O primeiro parlamentar a abordar o assunto foi a deputada Vianey Bringel (PMDB), que se manifestou alarmada com a violência do motim em Pedrinhas, ocorrido na noite de quarta-feira (9), que resultou em diversos detentos mortos e feridos.  

“A culpa do que está acontecendo é de todos os políticos do Maranhão; de todos os governos que aqui já passaram”, declarou Vianey Bringel, lembrando da existência de um projeto do governo federal, para a construção de mais duas penitenciárias no Estado. “Muito se falou sobre este projeto, mas depois a história morreu e os presos continuam morrendo em Pedrinhas”, lamentou.

Além da deputada Vianey Bringel, também discursaram sobre o assunto os deputados Raimundo Cutrim (PCdoB), Marcelo Tavares (PSB), Rubens Júnior (PCdoB), César Pires (DEM), Othelino Neto (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Cleide Coutinho (PSB), Eliziane Gama (PPS), Neto Evangelista (PSDB) e Carlinhos Amorim (PDT).

O deputado Raimundo Cutrim foi enfático ao afirmar que o Maranhão está enfrentando “uma verdadeira guerra civil, porque o Estado perdeu o controle da segurança pública”. Cutrim criticou duramente o secretário de Estado da Segurança Pública, Aluísio Mendes, frisando que além do motim em Pedrinhas, mais de 10 ônibus foram incendiados durante a noite de quarta-feira (9).

“A situação está incontrolável”, salientou Raimundo Cutrim. “Estamos aqui vivendo em um mar de sangue. A nossa situação é gravíssima. Só o índice de homicídio é mais de 90 a cada mês e nesses dias em que está se iniciando o mês já tem mais de 20 homicídios. A situação nossa é gravíssima e o governo se vê aí de mãos atadas, não está dando resposta aos anseios da sociedade”, acrescentou Cutrim, chegando a sugerir intervenção federal no Estado do Maranhão.

O deputado Marcelo Tavares também teceu duras críticas ao governo, afirmando que há uma falência completa no sistema de segurança do Maranhão, que se estendeu ao sistema penitenciário.

“A Segurança Pública do Maranhão acabou. Não existe mais Segurança Pública no Maranhão, e não há dúvida nenhuma de que a governadora Roseana Sarney é a maior responsável por isso, não há dúvida! Deveria pedir para sair, pela incapacidade gerencial de administrar o Maranhão principalmente na área da Segurança Pública”, ressaltou Marcelo Tavares.

O líder da Oposição, deputado Rubens Pereira Júnior, e os deputados Othelino Neto, Carlinhos Amorim, Bira do Pindaré, Cleide Coutinho, Eliziane Gama e Neto Evangelista proferiram discursos no mesmo tom,  fazendo apelo para que o Governo do Estado evite que o caos se instale por completo no sistema de segurança pública.

Há uma intensa crise de segurança pública, com uma intensa crise do sistema carcerário do Estado e, inevitavelmente as duas crises se uniram causando os problemas dentro de fora do sistema carcerário do Maranhão. 

É um absurdo que o Maranhão tenha apenas Pedrinhas como presídio do Estado, onde se coloca junto um ladrão de galinha e um perigoso traficante”, discursou Rubens Júnior, assinando que o governo do Estado gasta mais na área de comunicação do que na área de combate e prevenção da criminalidade.

Da mesma forma que os deputados Raimundo Cutrim e Rubens Pereira Júnior, o deputado Bira do Pindaré também aventou a hipótese de intervenção federal no Maranhão:

“A ideia da intervenção pode ser uma medida necessária mesmo, porque o Estado não tem mais governo. 

Então só há dois caminhos: ou há intervenção do governo federal para trazer a Força Nacional para garantir a segurança que o governo não consegue garantir, ou então a governadora tem que ouvir aqui o que propôs o deputado Marcelo, ela tem que pedir para sair. 

Ela tem que passar o boné, ela tem que reconhecer que não é capaz de enfrentar essa situação e passar o cargo para outro”, frisou Bira do Pindaré.

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