quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DPE e Delegacia da Mulher capacitam policiais militares da USC na Divinéia


Com o objetivo de capacitar policiais militares para o atendimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, a Defensoria Pública do Estado (DPE/MA) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) realizaram curso modular voltado aos militares da Unidade de Segurança Comunitária (USC) Vila Luizão/Divinéia, como parte do Projeto Patrulha Maria da Penha.

A capacitação, conduzida pela defensora pública Ana Lourena Moniz, titular do Núcleo de Defesa da Mulher da DPE/MA, e a delegada da Mulher, Kazumi Tanaka, foi concluída nesta terça-feira (1). Violência de gênero e direitos humanos, violência doméstica e familiar, rede estadual de atendimento à mulher em situação de violência foram algumas das temáticas abordadas.

A defensora Ana Lourena explicou que a Lei Maria da Penha ampliou a visibilidade dos tipos de violência contra a mulher, apresentando-se como um instrumento eficaz no seu enfrentamento. "É importante que esses profissionais estejam aptos a atender adequadamente essas mulheres porque muitas vezes é com os policiais militares que as vítimas têm o primeiro contato, daí a necessidade de que estejam aptos para orientá-las, encaminhando-as às instituições que possam auxiliá-las”, comentou.

Para o coordenador da USC no Maranhão, tenente-coronel Jorge Luongo, a parceria entre os órgãos públicos permitirá maior agilidade no acompanhamento dos casos e, consequentemente, melhores resultados no combate à violência. “Temos recebido diversas ocorrências dessa natureza. Através do projeto, essas mulheres receberão visitas regulares dos policiais de modo a evitar novas situações de violência”, declarou.

De acordo com a delegada Kazumi Tanaka, a grande maioria das agressões é praticada por pessoas com quem convivem ou conviveram. Ameaças e lesões corporais são as ocorrências mais frequentes. 

O uso excessivo de álcool e drogas e ciúmes são apontados como as principais causas da violência. “Um fator que dificulta a denúncia é o comportamento machista que é naturalizado em nossa sociedade. 

Muitas vezes, a mulher é ameaçada, humilhada e o episódio é visto como algo normal. Daí a importância de se trabalhar em rede, fortalecendo as práticas de combate à violência e desconstruindo essa cultura patriarcal e de dominação do homem sobre a mulher”, afirmou Tanaka.

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