domingo, 10 de novembro de 2013

Polícia prende sete por ataques a policiais

Sete pessoas foram presas pela polícia maranhense sob suspeita de envolvimento nos ataques a tiros a duas bases móveis da Polícia Militar, que deixaram três vítimas - um policial morto e um casal ferido - na noite de sábado, 9, em São Luís.

Com parte da quadrilha (foto) foram encontradas duas armas: uma pistola e um revólver. O caso está sob investigação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) que aguarda resultado da perícia sobre testes balísticos.

 A comparação com os projéteis encontrados no corpo do policial  Francinaldo Costa Pereira, morto no trailer da Vila Nova, podem indicar envolvimento com o assassinato.

 O PM foi enterrado na tarde deste domingo (10) no cemitério Jardim da Paz, no Maiobão. As outras três pessoas também estão presas porque com elas foi encontrado um veículo roubado que foi usado nos ataques.

 Há indícios de que o bando cometeu crimes nos bairros Turu, Vinhais, Maiobão, Vila Nova e Bairro de Fátima. Todos os presos devem ser apresentados oficialmente amanhã pelo secretário de segurança pública, Aluísio Mendes, que já declarou hoje a abertura de inquérito na Superintendência de Investigações Criminais (Seic).

"A identidade deles está mantida sob sigilo, até para facilitar a continuidade das investigações. Esperamos prender mais envolvidos e os mandantes. Inclusive, já sabemos que as ordens para esses ataques saíram de dentro das cadeias", afirmou.

Nos ataques deste fim de semana, o soldado Francinaldo que estava de plantão no trailer da Vila Nova, morreu baleado porque estava sozinho na unidade móvel na hora do ataque.

A viatura havia saído para atender uma ocorrência. Em outra região pobre da capital maranhense - o Bairro de Fátima - o sargento Marco Antonio Correa Cutrim, e uma moradora do lugar, não identificada, ficaram feridos quanto a unidade móvel da PM foi atacado.

Os dois feridos foram socorridos e encaminhados para o Centro Cirúrgico do Hospital Municipal Djalma Marques - o Socorrão I - o principal pronto socorro da cidade. Ônibus - Outros dois ataques ocorreram em São Luís.

Desta vez, o alvo dos bandidos foi coletivo: dois deles foram incendiados em diferentes bairros da cidade, na noite de sábado. Toda a cúpula das policiais Civil e Militar do Maranhão esteve reunida na manhã deste domingo (10), para decidir como será feito o enfrentamento desta nova onda de ataques criminosos na capital maranhense.  

Outra medida anunciada neste domingo foi a substituição gradativa dos trailers. "A exemplo do modelo que já temos na Divinéia, entendemos que os trailers não atendem mais a população. Por isso mesmo, num primeiro momento, todos serão reforçados e gradativamente esse modelo será substituído", garantiu o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Frankling Pacheco. 

Aniversário - Há suspeitas de que estes ataques tenham ligação com ocorrências registradas um mês antes: exatamente no dia 9 de outubro foi reprimida uma tentativa de motim no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que teria começado depois de um confronto entre duas facções criminosas - "Bonde dos 40" e Primeiro Comando do Maranhão (PCM) - que matou dez presidiários e deixou outros 33 feridos, depois que um túnel por onde 60 presos tentariam escapar foi descoberto. 

No dia seguinte, 10 de outubro, uma ordem disparada da penitenciária levou os bandidos a queimar sete coletivos em vários bairros de São Luís. Na época, ninguém ficou ferido, mas a cidade entrou em pânico e vários alarmes falsos de ocorrências ligadas à atuação das duas faccões chegaram a ser noticiadas. 

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