segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Em novo ranking de público Sampaio Corrêa lidera; Flamengo e Corinthians em últimos

É justo comparar a média de público de um time com 20 milhões de torcedores com a de um que tem 200 mil? Naturalmente, a equipe maior vai levar mais pessoas para seus jogos, mas proporcionalmente ela leva mais também? A resposta é não.
Pluri Consultoria, a pedido deste blog, elaborou um novo ranking de público do futebol brasileiro. Nele, o mais importante não é a média por jogo ou a somatória do ano, e sim a proporção do total que comparece por partida.
Para entender, utilizando números abstratos: se o clube A tem 15 milhões de torcedores e leva 15 mil por jogo, este tem 0,1% do total no estádio; se o clube B tem 250 mil torcedores e leva 5 mil por jogo, este tem 2% do total no estádio. Ou seja, muitas vezes um público de 5 mil pessoas pode ser mais significativo do que um de 15 mil por causa do tamanho das torcidas.
Meu principal objetivo com este levantamento é valorizar as torcidas menores e fazer uma crítica às maiores. Sim, existem diversos fatores que afastam o torcedor dos estádios, como a insegurança, o transporte público ruim, os péssimos serviços. No entanto, muitos desses problemas existem para todos, não apenas para alguns.
Além disso, existem outras variáveis considerando o público brasileiro, como a má fase ou o ótimo momento de um time. Isso interfere demais na temporada. E demonstra, também, que o comparecimento não é tão vinculado à paixão em diversos casos. Outro aspecto é o fato de os times grandes terem torcedores espalhados pelo país, mas mesmo assim, nas cidades-sede, o número total ainda é expressivo.
Certamente, muitos já pensaram no seguinte: “meu time leva 30 mil por jogo porque não cabe mais gente no estádio”. Esse argumento seria válido caso algum clube brasileiro tivesse 100% ou um número perto disso na ocupação média de suas partidas. No Brasil isso não existe, e se existisse esse ranking não seria feito porque perderia completamente o sentido. De qualquer modo, punições e/ou construção de novos campos têm peso nos números finais.
Segue o ranking da temporada 2013:
1. Sampaio Corrêa-MA 12,61%
2. Botafogo-PB 10,25%
3. Chapecoense-SC 9,98%
4. Central-PE 9,26%
5. Criciúma-SC 9,47%
6. Icasa-CE 5,92%
7. CRB-AL 5,71%
8. Joinville-SC 4,83%
9. Londrina-PR 4,40%
10. Juventude-RS 4,16%
11. ABC-RN 4,00%
12. América Mineiro-MG 3,81%
13. Treze-PB 3,74%
14. Portuguesa-SP 3,51%
15. Ponte Preta-SP 3,38%
16. Sergipe-SE 3,23%
17. ASA-AL 3,17%
18. Tupi-MG 3,07%
19. Caxias-RS 2,94%
20. CSA-AL 2,49%
21. América de Natal-RN 2,12%
22. Atlético Goianiense-GO 2,03%
23. Paraná-PR 1,98%
24. Guarani-SP 1,96%
25. Vila Nova-GO 1,92%
26. Santa Cruz-PE 1,86%
27. Paysandu-PA 1,83%
28. Goiás-GO 1,50%
29. Fortaleza-CE 1,47%
30. Nacional-AM 1,37%
31. Coritiba-PR 1,32%
32. Ceará-CE 1,26%
33. Avaí-SC 1,22%
34. Figueirense-SC 1,20%
35. Náutico-PE 1,16%
36. Bahia-BA 0,73%
37. Atlético Paranaense-PR 0,71%
38. Vitória-BA 0,69%
39. Sport-PE 0,68%
40. Fluminense-RJ 0,61%
41. Botafogo-RJ 0,44%
42. Cruzeiro-MG 0,42%
43. Grêmio-RS 0,28%
44. Atlético Mineiro-MG 0,24%
45. Vasco-RJ 0,19%
46. Santos-SP 0,19%
47. São Paulo-SP 0,14%
48. Palmeiras-SP 0,12%
49. Internacional-RS 0,12%
50. Corinthians-SP 0,09%
51. Flamengo-RJ 0,08%
Agora a planilha completa, organizada de acordo com o público total em 2013, para quem quiser se debruçar sobre os números. Foram considerados os públicos dos 101 times participantes das quatro divisões do Campeonato Brasileiro. Para o tamanho estimado das torcidas, entraram apenas os clubes que tem estimativa superior a 50 mil torcedores. Abaixo disso o nível de imprecisão é muito alto devido à margem de erro. Para a população brasileira, foi utilizada a última estimativa do IBGE, em torno de 201 milhões de habitantes.
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