quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Ambulantes da Praça Deodoro recebem barracas padronizadas

Atividade é uma forma de tentar disciplinar o comércio informal.Vendedores terão que desmontar suas antigas barracas.

Vendedores ambulantes que atuam no centro de São Luís receberam na tarde dessa terça-feira (28) (Foto: De Jesus/O Estado)





Vendedores ambulantes que atuam no centro de São Luís receberam na tarde dessa terça-feira (28), barracas padronizadas onde devem colocar seus produtos para venda a partir de hoje. No total, 100 barracas foram entregues aos ambulantes, pela Blitz Urbana, órgão ligado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh). A atividade é uma forma de tentar disciplinar o comércio informal na região central da capital que funciona de forma desorganizada.


As novas barracas foram entregues aos camelôs que trabalham na Praça Deodoro. Elas têm estrutura desmontável no tamanho de 1,20m x 0,80m e foram disponibilizadas sem custo para os ambulantes, porém aqueles que a receberam têm encargos com relação à conservação e limpeza do entorno de seus locais de trabalho. Com a entrega, os vendedores têm de desmontar suas antigas barracas, para que haja liberação do espaço.
A próxima etapa da ação será a entrega das barracas para os vendedores que atuam nas ruas transversais à Rua Grande. Nessa atividade, que deve ser iniciada ainda este mês, serão disponibilizadas mais 300 barracas para os camelôs vinculados ao Sindicato dos Vendedores Ambulantes de São Luís e que têm cadastro na Blitz Urbana desde o ano passado.
De acordo com Diogo Diniz Lima, titular da Semurh, a atividade é necessária para disciplinar o comércio informal no centro de São Luís, que se expandiu gradativamente com o passar do tempo e de forma desorganizada, por causa do descaso do poder público municipal. "Com essa atividade, queremos conciliar o interesse privado das pessoas que estão aqui, com o interesse público daqueles que são usuários da praça", disse o secretário.
A entrega das barracas foi uma ação bem vista pela maioria dos vendedores ambulantes, porém alguns reclamaram que elas não atendiam as suas necessidades. "Essa foi uma entrega muito boa, mas as barracas são baixas e a cobertura não está adequada, pois quando chover vai molhar todo o vendedor", reclamou Cleonice dos Santos Rocha, que trabalha há mais de 30 anos com o comércio informal.
G1

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