quarta-feira, 2 de abril de 2014

Arnaldo Melo recebe membros do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), acompanhado dos seus pares André Fufuca (PEN), Marcos Caldas (PRP) e Stênio Rezende (PRTB), recebeu na Casa, na manhã desta quarta-feira (2), a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (SINPOL – MA). A categoria reivindica melhores condições de trabalho.

Questões como estrutura física precária, presos aglomerados em delegacias do interior, baixa remuneração, baixo efetivo e falta de uma política de valorização foram algumas das demandas apresentadas por meio de um relatório elaborado pelo próprio Sindicato e entregue ao presidente da Casa.

“Nós temos buscado conversas com autoridades e com o Poder Legislativo não poderia ser diferente. Viemos pedir apoio à nossa causa porque hoje a policia civil, bem como o sistema de segurança de um modo geral, enfrenta sérios problemas. Mas dentre todos eles, a falta de uma política de valorização pode ser a mais importante para quem sabe melhorar o efetivo, as condições de trabalho e assim, finalmente, valorizar os policiais”, justificou Heleudo Moreira, presidente da SINPOL.

Levantamentos feitos no relatório apontam também que apenas 1926 policiais civis estão nas ruas, sendo que mais de 80 municípios nem têm agentes e 30 comarcas espalhadas pelo interior do Estado não possuem delegado. Além disso, descreve que em um universo de 217 municípios, apenas 32 delegacias passaram por reformas.

“Nós temos aqui fotos de uma delegacia em Coroatá que funciona na garagem de uma loja de ração de animais, sem condições de oferecer o mínimo de conforto para quem trabalha ali. No último concurso para PC, apenas 30% assumiu e ainda destes, 65 pediram exoneração. Daí se vê o quanto as condições de trabalho são precárias, quem quer ficar desse jeito?”, revelou um dos diretores do Sindicato.

Outro ponto discutido na reunião foi a falta de insalubridade na remuneração dos policiais. Segundo a SINPOL, apenas alguns deles recebem esse direito. “Porque uma parte recebe e outras não? É injusto, já que essa é uma profissão de risco para todos nós. Acredito que alguma medida deve ser tomada também nessa questão”, ressaltou a diretora do Sindicato.

“Se é para o bem da população, vamos buscar uma solução, porque esse é o papel do Legislativo como órgão social, convergente, uma instituição onde o povo nos dá essa representatividade, para defender seus interesses e evidentemente aquilo que é de interesse da polícia civil é de interesse da sociedade”, analisou Arnaldo Melo.

Para o deputado André Fufuca, a solução é dialogar com o governo e com a SSP. “Nós devemos nos ater em levar essa preocupação adiante, nós também vemos o próprio presidente do sindicato relatar que o próprio secretário de segurança disse que o valor que os policiais recebiam era aquém do que eles mereceriam. Então, é um fato a se pensar, nós devemos sentar e chamar o secretário e o governo para procurarmos uma solução em relação a isso”, observou.

Pensando da mesma forma, o presidente Arnaldo Melo também pretende viabilizar uma conversa tanto com a Secretaria quanto com uma representação do governo. “Vamos marcar uma reunião de trabalho e iniciar um debate sobre o tema. Nesse primeiro momento, é necessário dialogar, ouvir o lado de cada um. Para isso, peço que me entreguem um relatório sucinto com todas as questões expostas hoje aqui nessa mesa”, ressaltou.

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